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Há um afeto que me afeta 
quando você se vai.
Lágrimas de abandono, 
 banham o caminho num contínuo buscar.

Negativo não nega, detalha em azul
 o que olhos nús nunca veriam. 

Até dia feio é lindo.
Vento fresco
 chuva anuncia
 vem molhar
 avivar
matar sede
sede de sol outra vez.



 Todo dia é mais um dia de despedida da vida.
Mais um dia vivido.
Menos um dia à viver.
Um dia, dois dias, três dias quantos mais ou menos.

As vezes meus pensamentos falham, tenho deixado
 detalhes pelo caminho.
Irrecuperáveis.

Existe o lugar onde libertaremos nossas almas e
 necessitaremos de nada.

Tombando para a caduquice.

Que a vida tomba à velhice
todo dia um cadinho mais,
 é visível  na minha pele a murchice.

Se possível fosse puxar o passado para o presente
a minha juventude iria buscar.

Não se espante,
 em se tratando de criação literária, 
aqui tudo se pode colocar.

O acontecido do passado até agora 
me transformaria 
em uma desconhecida no corpo
jovem que teria.

Parece confuso, 
mas a imaginação pode ir além.
escrever não é só para sábios
 é para os criativos também.

Poderia ser maravilhoso ou talvez esquisito,
com as vivências que enrugaram a minha pele
   eu jovem na vida que hoje transito.

É sério o meu dilema,
devo o cérebro ocupar com imaginação,
talvez aceitar a idosa que me torno 
seja a melhor opção. 

Em meio à dúvidas e mesmo você não entendendo,  
para não caducar antes do tempo, 
é que sigo escrevendo. 


Quase amo
se não penso.
Quase amo
se me permito.
Quase amo
não tivesse o coração duro.





Eu comando o projétil 
que guia minha vida.









Corro, procuro, não sei o que.
Não sei porque corro,
Não sei o que procuro.
Talvez se parasse de correr
encontrasse.


Escorro em fios, gélidos, transparentes
 até ser cor.




Um céu de geléia escurece 
o meu pensamento.

Livre a adolescência  
levou-me esvoaçante
Em alegria à paixão me entreguei. 
amei
parí
 chorei
  desesperei.
Abri os braços  
e a liberdade estava à minha espera.

Sou um emaranhado de ais.


O desapontamento que causas 
à minha alma triste está em meus gestos.

Burbúrios e vozes me afetam.

Os chicletes amassados no asfalto
guardam segredos das bocas 
que os mascaram.

Espesso o
dia finda.

Quero um bar para entrar de cara limpa
quero um bar para perder a vergonha
quero encher a cara de eu mesma.


Livros contém pensamentos do homem
para o bem e para o mal.




Quando eu morrer 
levarei só o que tenho 
 em meu coração, 
por isso guardo bens.

Olhos quando ausentes
estão vendo o interior.

Acumulo o que amo.
Inclusive vou me desfazer dos supérfluos.

Quando viajo me pego querendo voltar, mas quando retorno confirmo que tenho que viajar.

Saudade é o passado querendo 
minha presença.

Poeta sofre por pouca coisa.

A água encrespada
traz uma nostalgia que me entontece.

A saudade envelhece a gente.

Adulto não tenha pressa, 
serás criança em breve.

Me conhece àquele que lê a sombra 
de minhas palavras.

O paraíso está espalhado por ai.

Novidades atrapalham nosso sossego.

 Todo dia é um dia de despedida do passado,
Todo dia é um dia de entrada no futuro.

O poeta faz pouco
virar grande coisa.